Jornalismo, isenção e advocacia


Desconfiam do meu lado partidário. E essa nota é para dizer que nunca fui filiado a nenhum partido nesses 32 anos de atividade jornalística. Apesar de alguns convites, nunca aceitei ser assessor de imprensa e nem trabalhar em prefeituras ou gabinetes de vereadores ou deputados. Poderia ter conquistas financeiras maiores se tivesse aceitado. Não lamento. Minha isenção e credibilidade valem mais. Prefiro ter liberdade para criticar e elogiar qualquer liderança, sem que isso suscite desconfianças sobre possíveis intenções do meu comentário.

Tenho muitos amigos na imprensa que são filiados. Respeito a posição de cada um. Mas eu, pessoalmente, acho que perderia a credibilidade. Não estou dizendo que não gosto, que nunca aceitaria um cargo para um trabalho sério e nem que há imoralidade nisso. Mas aí teria que deixar o jornalismo no rádio. Fazer as duas coisas não me faria bem.

Hoje meu trabalho na imprensa é voluntário. A partir desse ano, me enveredo para outra atividade, a advocacia, e vou me esforçar para exercê-la com o mesmo equilíbrio, ética, respeito e responsabilidade no atendimento de todas as pessoas que precisarem, independentemente de suas crenças, ideologias, partido ou religiões.



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