As mulheres na história política de Pinhalzinho
Um vídeo no facebook, publicado pela vereadora Silvana
Bugnotto, deixou um questionamento importante sobre a representatividade
política das mulheres - “Este ano Pinhalzinho completa 59 anos e na sua
história nunca teve uma mulher prefeita ou vice. Vamos refletir sobre isso?” –
É uma ótima provocação.
Tenho acompanhado a luta da Silvana (PP), da Fabiana (PT) e
outras vereadoras pela ampliação da representatividade feminina na política.
Na história pinhalense, ouvintes me lembraram durante o meu
programa nesta semana de algumas mulheres que concorreram em chapas majoritárias.
Jacinta Canzi (PT), como vice na chapa com Olinto (PT) em 1988; Sarita Pressi
(PT) na chapa como vice com Antonio Galina (MDB) em 2004; e Zenaide Kunrhadt
(PSD) como vice na chapa de Anecleto Gallon (PP), em 2012.
No ranking da ONU sobre a representatividade feminina no
Parlamento, o Brasil ocupa a posição 134 de 193 países pesquisados, com 15% de
participação de mulheres. Eram 77 deputadas em um total de 513 cadeiras na
Câmara, e somente 12 senadoras entre os 81 eleitos.
Uma pesquisa recente no Brasil, desenvolvida pela revista
científica Health Affairs, com mais de três mil municípios brasileiros aponta
que cidades com prefeitas e maior presença feminina no Legislativo apresentam
redução na taxa de morte de crianças de até 5 anos.
E este é um só um dado entre tantos outros que mostram a
dedicação, competência e seriedade das mulheres no trato da coisa pública.
As mulheres precisam se apresentar mais. Claro que o mundo
da política continua muito truculento, machista, brigão, ofensivo, corrupto e às
vezes, sem escrúpulos. Mas já melhorou bastante. E isso sempre assustou as
mulheres.
A política há muito tempo deixou de ser coisa só de homem.
As mulheres precisam se envolver mais. Se existe essa vontade, precisam ser
incentivadas pelos maridos, pelos filhos, pela família.
A sensibilidade das mulheres será fundamental para as
políticas públicas necessárias e as mudanças que precisamos no país.
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